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Amazfit Bip Max é bom? Review completo com bateria de 20 dias e GPS de 5 sistemas

O Amazfit Bip Max chegou para ocupar um espaço que a própria Amazfit tinha deixado aberto entre o Bip 6 e os modelos Active. Ele mantém o preço abaixo de R$ 800, mas aumenta a tela, a bateria e o armazenamento em relação ao irmão mais simples. A dúvida de quem já usa um Bip 6 ou está escolhendo o primeiro smartwatch é direta: vale pagar um pouco mais pelo Bip Max? Testamos os principais recursos do relógio para responder isso com dados, não com impressão de vitrine.

Pontos Fortes

  • Bateria de até 20 dias no uso típico, mesmo com tela sempre ativa desligada
  • Tela AMOLED de 2,07″ com 3000 nits de brilho, legível embaixo de sol forte
  • GPS com 5 sistemas de satélite e mapas offline gratuitos, sem depender do celular
  • 4 GB de armazenamento interno, dá para levar música sem o celular no pulso
  • Estrutura em liga de alumínio com vidro temperado por menos de R$ 800

Pontos Fracos

  • Sem NFC, então não dá para pagar por aproximação com o relógio
  • Pulseira em formato proprietário, com poucas opções de terceiros no Brasil por enquanto

Design e display

O Bip Max tem caixa de 46 mm construída em liga de alumínio, pesando 52,6 g com a pulseira de silicone. A tela é AMOLED de 2,07 polegadas, com resolução de 432 x 514 pixels e brilho de pico de 3000 nits, o que garante boa visibilidade em corridas ao meio-dia, quando muito smartwatch de entrada escurece e vira um espelho. O vidro é temperado plano, sem curvatura nas bordas, e a moldura fina deixa a tela ocupando quase toda a face frontal.

A resistência à água chega a 5 ATM, suficiente para natação em piscina e chuva forte durante a corrida. O relógio ainda tem microfone e alto-falante embutidos, permitindo atender chamadas direto do pulso quando conectado ao celular via Bluetooth 5.3. Não há NFC, então quem procura pagamento por aproximação precisa olhar para os modelos Balance ou GTR da própria marca.

Fitness: rastreamento de treinos

São mais de 150 modos esportivos, incluindo corrida, ciclismo, natação e musculação, com reconhecimento automático de até 25 movimentos de treino de força e 8 tipos de exercício cardio. O GPS embutido capta sinal de 5 sistemas de satélite (GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou e QZSS) e ainda traz mapas offline gratuitos, um recurso raro nessa faixa de preço. Em corridas de rua e trilhas leves, o traçado ficou próximo do registrado por um Fitbit Charge 6 usado em paralelo, sem desvios grandes em curvas fechadas.

Para quem treina por planilha, o relógio permite montar treinos com intervalos personalizados e usar o modo de ritmo virtual (virtual pacer), que avisa se você está acima ou abaixo do pace definido. Os dados sincronizam com o aplicativo Zepp, mas também exportam para Strava, Adidas Running, Google Health e Apple Health, então dá para trocar de ecossistema sem perder o histórico.

Saúde: monitoramento contínuo

O sensor BioTracker de quinta geração mede frequência cardíaca, oxigenação do sangue (SpO2), estresse e ciclo menstrual ao longo do dia. Nas comparações com um oxímetro de dedo, as leituras de SpO2 ficaram próximas, com variação de 1 a 2 pontos percentuais, o que é aceitável para um monitoramento de referência e não clínico. O relógio ainda registra sono em fases leve, profundo e REM, com um resumo diário que aponta se você dormiu o suficiente para o nível de treino da véspera.

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Preço verificado em julho/2026 · Sujeito a alteração

Sistema, app e conectividade

O Bip Max roda o sistema próprio da Amazfit, mais leve que o Wear OS e por isso um dos motivos da bateria durar mais. A interface responde rápido aos toques, sem engasgos ao trocar de tela, e permite instalar algumas watchfaces adicionais pela loja do Zepp App. A sincronização com o celular acontece via Bluetooth 5.3, e o relógio também suporta Wi-Fi para atualizações de firmware sem precisar do smartphone por perto.

Notificações de mensagens, chamadas e apps chegam completas, com opção de respostas rápidas pré-definidas no Android. Quem usa iPhone tem functionalidade reduzida, um comportamento padrão em praticamente todo smartwatch fora do ecossistema Apple ou Samsung.

Bateria

A bateria de 550 mAh rende até 20 dias em uso típico, com a tela apagada entre um toque e outro. Ativando o modo always-on display, a autonomia cai para algo entre 7 e 10 dias, dependendo da quantidade de treinos com GPS registrados na semana. Ainda assim, é bem mais do que a concorrência direta entrega nessa faixa de preço, considerando que muitos smartwatches com Wear OS não passam de 2 dias.

Ficha Técnica

Ficha Técnica — Amazfit Bip Max

Tela
Tipo e tamanho AMOLED, 2,07″
Resolução e brilho 432 x 514 px, 3000 nits
Sensores e GPS
GPS 5 sistemas de satélite + mapas offline
Sensores de saúde BioTracker (5PD+2LED), acelerômetro, giroscópio, geomagnético
Resistência à água 5 ATM
Conectividade e armazenamento
Bluetooth / Wi-Fi Bluetooth 5.3, Wi-Fi
Armazenamento 4 GB (música offline)
Bateria e geral
Bateria 550 mAh, até 20 dias
Peso e dimensões 52,6 g · 49,58 x 42,76 x 10,93 mm
Preço médio R$ 729,00

Vale a pena? Para quem é o Amazfit Bip Max

O Amazfit Bip Max é bom para quem quer bateria longa e GPS confiável sem passar de R$ 800. Ele entrega mapas offline, mais de 150 modos esportivos e tela grande e brilhante, itens que normalmente aparecem só em relógios mais caros. Falta NFC para pagamentos e a pulseira proprietária limita a personalização, mas nenhum dos dois pontos compromete o uso diário de quem corre, pedala ou nada com regularidade. Para quem já tem um Bip 6 e não sente falta de tela maior ou armazenamento de música, o upgrade não se justifica. Para quem está comprando o primeiro smartwatch de corrida, o Bip Max é hoje a opção com melhor equilíbrio entre preço e autonomia no catálogo da Amazfit.

Willian Oliveira
Editor — Review Smartwatch
Apaixonado por tecnologia wearable e gadgets do pulso. Testa e avalia smartwatches há mais de 5 anos, com foco em saúde, performance e custo-benefício para o mercado brasileiro.