O Xiaomi Watch 5 é o primeiro relógio da marca a voltar para o Wear OS depois do Watch 2 Pro, e chega com um recurso que nenhum concorrente direto tem: um sensor de eletromiografia (EMG) que lê a atividade elétrica dos músculos do pulso e permite controlar o relógio só com gestos de dedo. Testamos as promessas de bateria, GPS e a experiência dos gestos para saber se o Watch 5 é bom o suficiente para justificar a troca de um Galaxy Watch ou de um Pixel Watch.
Pontos Fortes
- ✓Bateria de até 6 dias em uso normal e 18 dias no modo economia
- ✓Sensor EMG permite atender e desligar chamadas com gesto de pinça, sem tocar na tela
- ✓Construção em aço inoxidável com vidro de safira na tela
- ✓NFC com Google Wallet, dá pra pagar por aproximação
- ✓GPS de dupla frequência L1+L5 em 5 sistemas de satélite
Pontos Fracos
- ✕Gestos por EMG exigem movimento bem definido, sem meio-termo
- ✕Boa parte dos gestos só funciona plenamente com celular Xiaomi
- ✕Sem versão com conectividade celular fora da China
Design e display
A caixa é em aço inoxidável, com uma tela AMOLED de 1,54 polegadas protegida por vidro de safira, material que só aparece em relógios acima de R$ 2.000 na maioria das marcas. O acabamento passa longe da sensação de plástico dos modelos Redmi da própria Xiaomi, com peso concentrado no centro do pulso e pulseira de silicone com fecho magnético fácil de ajustar.
O relógio roda dois chips ao mesmo tempo, um Snapdragon W5 Gen 1 para tarefas pesadas e um coprocessador BES2800BP para funções simples como mostrar as horas, alternando entre eles de forma automática para economizar energia. Essa arquitetura de chip duplo é o motivo da bateria durar bem mais que a média dos relógios com Wear OS, que costumam parar em 1 ou 2 dias de uso.
Gestos por EMG: o recurso que diferencia o Watch 5
O sensor de eletromiografia lê a contração muscular do pulso e transforma pequenos gestos, como beliscar os dedos ou girar o pulso, em comandos para o relógio. Dá para atender uma chamada com um beliscão duplo, dispensar notificações balançando o pulso ou abrir um app específico configurado como atalho, tudo sem precisar tocar na tela com a outra mão. O gesto precisa ser feito de forma decidida, um movimento fraco ou pela metade simplesmente não é reconhecido, o que exige um período de adaptação nos primeiros dias.
Uma ressalva importante: boa parte dessa funcionalidade de gestos depende de integração mais profunda com celulares Xiaomi. Quem usa iPhone ou Android de outra marca ainda aproveita os recursos básicos do Wear OS 6, mas perde parte do potencial dos gestos por EMG.
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Fitness e saúde
São mais de 150 modos esportivos, com planos de corrida guiados pensados especialmente para quem está começando a treinar com GPS. O GPS de dupla frequência (L1+L5) capta 5 sistemas de satélite, o que ajuda a manter o traçado limpo mesmo perto de prédios altos, um cenário em que GPS de banda simples costuma perder precisão. Para saúde, o relógio acompanha frequência cardíaca, oxigenação do sangue e sono, sem sensor de ECG dedicado, recurso que a Xiaomi reserva a modelos futuros ou a mercados específicos.
Sistema, NFC e conectividade
A versão global roda Wear OS 6 com a assistente Gemini integrada, dando acesso a toda a loja de aplicativos do Google e a apps de terceiros como Strava e Spotify. O NFC embutido funciona com o Google Wallet, incluindo cartões de transporte compatíveis, então dá pra pagar por aproximação sem precisar do celular por perto. Não existe versão com conectividade celular própria fora da China, então chamadas e mensagens dependem do Bluetooth com o smartphone dentro do alcance.
Bateria
A bateria de 930 mAh é grande para os padrões de smartwatch com Wear OS, rendendo até 6 dias em modo smart com uso moderado. Ativando tela sempre ligada, GPS em treinos diários e música offline, a autonomia cai para 3 a 4 dias, ainda assim bem acima da concorrência direta rodando o mesmo sistema, que raramente passa de 2 dias nessas condições. O modo economia de energia estende a autonomia para até 18 dias, sacrificando recursos avançados em troca de mostrar só a hora e notificações básicas.
Ficha Técnica
Até a publicação deste review, o Xiaomi Watch 5 ainda não tinha chegado à Amazon Brasil como produto oficial, estando disponível apenas por canais de importação. Quem quiser comprar deve conferir a procedência do vendedor e a garantia antes de fechar negócio, já que aparelhos importados não contam com suporte oficial da Xiaomi no país.
Vale a pena? Para quem é o Xiaomi Watch 5
O Xiaomi Watch 5 é bom para quem já usa Wear OS e quer o relógio com a maior bateria da categoria, aliado a um recurso realmente novo, os gestos por EMG. Ele resolve o maior problema histórico do Wear OS, que sempre foi a autonomia curta, sem abrir mão de NFC, GPS preciso e acabamento premium. A ressalva fica por conta da disponibilidade limitada no Brasil e da dependência do ecossistema Xiaomi para aproveitar 100% dos gestos. Para quem pode importar e não se importa em abrir mão da garantia oficial, é hoje um dos Wear OS mais equilibrados do mercado.



